Par romântico na trama, Antonelli e Müller defendem faces da mulher moderna

Giovanna Antonelli e Tainá Müller

Lindas e excelentes atrizes, Giovanna Antonelli e Tainá Müller estão conquistando o público na pele de mulheres autênticas, independentes e que prezam por sua liberdade de escolha. Mas a força de Clara e Marina vai além da opção sexual, as duas têm personalidade forte e um charme arrasador.

Giovanna Antonelli encara os desafios da vida com muito bom humor. Sempre sorrindo pelos bastidores do Projac, ela comemora o Dia Internacional da Mulher elogiando colegas de profissão e refletindo sobre a “dádiva” que é ser mulher. A atriz conta, ainda, que virou “mulherzinha” depois de ter tido as primeira filhas, já que antes era mãe apenas de menino. “É um mundo cor de rosa. Ser mãe de menina despertou esse meu lado”, revela.

Para a bela, todos os dias são das mulheres, que batalham e se desdobram em mil. “Acho que o dia da mulher tem que ser todo dia. Ela tem desdobramentos e sabe lidar muito bem com eles, com humor! A gente sabe permear entre todos esses universos. Ser boa mulher, ser boa mãe, sempre buscando a perfeição, ser boa dona de casa, ser boa profissional. É uma cobrança muito grande, não só da sociedade, como da gente, mas acho uma dádiva. Se pudesse, voltaria mulher de novo, se é que há outra vida”, analisa.

Atriz que compartilha as cenas mais envolventes de Giovanna na trama de Manoel Carlos, Tainá Müller aproveita a data para valorizar o quanto a mulher luta para valorizar seu espaço na sociedade: “Ser mulher é ser criadora, temos uma enorme energia de criação dentro de nós. E uma sabedoria intuitiva ancestral que precisa sempre ser ouvida. Nossa feminilidade se fortalece cada vez que temos que nos afirmar nesse mundo ainda patriarcal.”

A intérprete de Marina ressalta o charme nas conquistas da personagem. “Acho que a Marina sabe o que quer e vai atrás, com elegância. Esse é um aspecto que poderia ser uma inspiração para todas as mulheres. Assim como ela, sou uma mulher contemporânea correndo atrás da própria felicidade. Mas acho que o que mais temos em comum é o amor pela profissão”, afirma.

Na opinião de Giovanna, a característica mais admirável em sua personagem, acima de gênero, é a sinceridade. “A Clara é muito sincera. Admiro muito isso numa pessoa. Ela tem uma sinceridade muito latente. Sou tão distante dos meus personagens, nunca me identifico com nenhum, mas me considero uma pessoa sincera, verdadeira”, explica ela.

Quem te inspira?

Giovanna Antonelli e Tainá Müller

Entre as mulheres que inspiram Giovanna Antonelli, estão a mãe e a avó da atriz. No universo da atuação, ela admira artistas como Natália do Vale, Glória Pires, Fernanda Montenegro, a escritora Janete Clair, Walderez de Barros, Julia Lemmertz, Fabíula Nascimento, Adriana Esteves e Patrícia Pillar.

“A Natália do Vale é uma atriz linda, fresca, parece que sempre saiu do banho, sempre admirei a Natália, ela é um ser humano incrível. A Glória Pires tem uma carreira que admiro muito, uma inspiração. Como pessoa também ela é fantástica, inteligente, gente boa. Fernanda Montenegro, que acaba sendo inspiração para todo ator. Pela história de vida, de carreira, por tudo que ela já fez. Janete Clair, uma mulher sempre à frente do tempo, escreveu tanta coisa incrível. Walderez de Barros também é uma super atriz. Ela fazia a mãe da Capitu, em Laços de Família, e depois a mãe da Jade, em ‘O Clone’. Tenho uma química muito bacana com ela”, conta.

Tainá também revela quais mulheres que considera uma inspiração: Hilda Hilst, Frida Kahlo, Patti Smith, Simone de Beauvoir e Nise da Silveira. Todas elas com certeza mostram que mulheres estão longe de ser o sexo frágil.

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